Lucinha Reis
Lá pelo final dos anos 70, reunimos um grupo e resolvemos fazer teatro. Éramos jovens , cheios de sonhos e queríamos mostrar ao mundo que não estávamos indiferentes a situação política de nosso país.
Então nos quatro dias de carnaval , ensaiamos uma peça pelo título de: " O jogo das contas de vidro", e na quarta feira de cinzas , estreiamos no teatro do Colégio Volta Redonda , que nos foi cedido. Quem dirigiu a peça foi Bernardo Maurício e seu assitente foi Marcos Alvisi. A peça eram pinceladas de poemas de diversos autores , tais como: Fernando Pessoa , Vinicius de Moraes e do proprio diretor , Bernardo Maurício, entre outros.Os atores eram: Elzinha, Durval, Ivo, Lenirce Santos, Lenyr Santos, Ricardo Ballarini, Othiniel Jr, Lucia Reis e João.
Alguns poemas ainda lembro bem. Vou postar aqui o poema do Bernardo Maurício, mas peço desculpas porque não está na íntegra pois a memória as vezes falha.
Menino Lágrima
Lá pelo final dos anos 70, reunimos um grupo e resolvemos fazer teatro. Éramos jovens , cheios de sonhos e queríamos mostrar ao mundo que não estávamos indiferentes a situação política de nosso país.
Então nos quatro dias de carnaval , ensaiamos uma peça pelo título de: " O jogo das contas de vidro", e na quarta feira de cinzas , estreiamos no teatro do Colégio Volta Redonda , que nos foi cedido. Quem dirigiu a peça foi Bernardo Maurício e seu assitente foi Marcos Alvisi. A peça eram pinceladas de poemas de diversos autores , tais como: Fernando Pessoa , Vinicius de Moraes e do proprio diretor , Bernardo Maurício, entre outros.Os atores eram: Elzinha, Durval, Ivo, Lenirce Santos, Lenyr Santos, Ricardo Ballarini, Othiniel Jr, Lucia Reis e João.
Alguns poemas ainda lembro bem. Vou postar aqui o poema do Bernardo Maurício, mas peço desculpas porque não está na íntegra pois a memória as vezes falha.
Menino Lágrima
O dia arrastou-se machucado e se suicidou na noite chorando estrelas no amargo soluço do
vento.
E das entranhas sorrateiras da sordidez humana,
nasceu uma luz, que brilhou no espaço intemporal do amor.
O fétido engano, mofou o encanto, desbotou o sonho e fez rolar a lágrima do menino quimera.
De gestos opacos, de voz melancólica, de sorriso trágico,
traz nas mãos uma rosa sangrada de orvalho!
Menino crucificado pelo navegar dos passos,
figura parda, no pardo finito
Do teu grito surdo, escapou a angústia.
Menino lágrima, botão em vida!
Sua voz versará outros corpos,
seus lábios pousarão outras flores.
Menino balada, de musa acabada,
Teu tema acabou!